//Perfil




BRASIL, Sul, BLUMENAU, Mulher, de 15 a 19 anos





//Links
- Aperte F5
- Blog da Amélia
- Blog do Breno
- Blog da Helena
- Blog Momentâneo
- Blog da Nathália
- Blog da Tati
- Coluna Agridoce
- Futeblog Internacional
- Ilusão Jornalística
- Meu banjo fala
- Palavras Linkadas
- Pega no meu Blog
- Queria tá na praia
- Rafaeuso
- Zinema
- 1,2,3... tchau!



//Votação

- Dê uma nota para o meu blog
- Indique este blog


//Contador

//Histórico

- 04/11/2007 a 10/11/2007

- 21/10/2007 a 27/10/2007

- 30/09/2007 a 06/10/2007

- 23/09/2007 a 29/09/2007

- 09/09/2007 a 15/09/2007

- 26/08/2007 a 01/09/2007

//Créditos




No governo Lula sempre cabe mais um

 

Co-autoria: Bruna Barcellos



- Postado por: Aline Franzoi Santos às 20h58
[ ] [ envie esta mensagem ]






Ressaca

Mais uma noite de sono passou. Ouço o jornal batendo na porta da minha casa. Esses jornaleiros, tratando nossa fonte de informação com tamanha brutalidade. Depois de alguns minutos em que tentei, inutilmente, voltar a dormir, concluí que era hora de levantar.

Vou até o guarda-roupa, visto o meu roupão e... espere um pouco. Este não é o mesmo guarda-roupa dos últimos dias. Ou será que é? Ah, que dor de cabeça! Acho que ontem foi uma noite daquelas, porque minha cabeça está latejando.

Percorro maquinalmente o caminho até a porta. Já vou socorrê-lo, pobre jornal, só mais um pouquinho; pronto. A vizinhança ainda dorme. Ah, que bom ver essas casas. Olho para a placa que diz: Rua YN-15; como pode um nome tão frio indicar casas tão belas? O mesmo serve para a Rua dos Colibris, um nome tão alegre para uma rua tão sombria.

Rua YN-15... Rua YN-15??? Eu não moro nessa rua há três meses, desde o meu... divórcio. Não, não; eu devo estar sonhando. Esfrego os olhos para tentar trazer de volta a paisagem da minha varanda. Apareçam prédios escuros, apareçam, por favor! Não é possível. O que eu estou fazendo na casa da minha ex-mulher?! Casa que já foi minha, sim, mas fui proibido de voltar aqui na última vez em que cruzei aquela porta.

Volto para o quarto, lá está ela. Explique-me isso, mulher! Não, não me explique; já entendi tudo: bebi demais outra vez.



- Postado por: Aline Franzoi Santos às 11h16
[ ] [ envie esta mensagem ]






O homem que eu vi em uma reportagem

Outro dia, deitei-me no sofá da sala para assistir ao telejornal. Aquela vinha sendo uma semana muito difícil. No trabalho a cada dia era um novo problema a resolver, metas inatingíveis a cumprir, funcionário doente, cliente reclamando do mau atendimento. Em casa, as crianças estavam mais briguentas e barulhentas que nunca e minha mulher, sempre cansada ou de mau humor.

Com tudo isso acontecendo, eu também fiquei cansado e rabugento. É, minha vida não estava sendo nada fácil. Tudo o que eu queria era ligar a TV e esquecer de tudo: das pessoas ao meu redor, dos meus problemas. O jornal, como sempre, começou contando as novidades do país. Mais problemas - pensei eu. Era o dólar, eram as CPIs, era a guerra no outro lado do mundo. Foi então que vi algo que me fez pensar.

O repórter caminhava por uma estrada de chão, rodeada de plantações de arroz arruinadas pela seca. Lá no fundo estava uma casinha simples, de madeira, com uma varanda e algumas pessoas que o observavam. Ele falava alguma coisa sobre os prejuízos que a falta de chuva estava causando para a agricultura no estado.

Percebi que ali ao fundo estava uma família como a minha – o pai, a mãe e dois filhos um pouco maiores que os meus, mas já com a pele amorenada pelo trabalho sob o sol. Pensei nos meus pequenos, que ainda não entendiam o significado da palavra trabalho, sabiam, sim, o que era brincar, ao contrário dos meninos da televisão.

A câmera se aproximou da família e pude ver o vestido roto e a face sofrida da mãe, com os cabelos presos e os filhos afetuosamente embrenhados entre suas pernas. Senti a força no olhar daquela mulher e o amor que envolvia a ela e a seus rebentos. Olhei, então para a minha esposa, não menos forte ou amorosa, mas, certamente, mais afortunada. Ao contrário da mãe da reportagem, ela podia ler lindas histórias aos filhos deitados em camas confortáveis, sem se preocupar com o que iriam comer no dia seguinte.

Então, por fim, o repórter se dirigiu ao pai, o chefe da família. Ao contrário de mim, ele era muito magro, também com a pele escurecida pelo sol, o rosto aparentando uma idade muito superior a que ele realmente teria. Era o responsável pelo seu próprio sustento, do êxito de seu trabalho é que dependia a renda do mês, ninguém lhe pagava um salário. Seus filhos o ajudavam no serviço, a esposa também. Não podia prover nem a eles nem a si as comodidades que eu tinha, como o sofá em que estava deitado assistindo à televisão.

O homem manifestou sua preocupação com a falta de chuvas, com a plantação que não sobreviveu, com a despensa e os bolsos vazios. Até que sentiu uma das crianças puxar-lhe o braço. Ele pegou-a no colo, olhou de volta para o repórter, abriu um sorriso tímido e disse: “Pelo menos a gente temos o amor e a união da família, isso é que deixa a gente feliz e dá força pra continuar na luta, né”. A profundidade daquela singela declaração me comoveu. Desliguei a televisão e me pus a chorar.

- Postado por: Aline Franzoi Santos às 20h55
[ ] [ envie esta mensagem ]






Mp3 player

É chegado o fim de mais uma quinta-feira como todas as outras. O ônibus sacoleja enquanto percorre o caminho que leva os estudantes de volta para casa. Lá fora chove. Tudo o que se vê são o brilho dos pingos d’água e as luzes das poucas casinhas próximas à rodovia. Mas, para um certo jovem, essa não vai ser apenas outra noite qualquer. Não. Desta vez ele está decidido a declarar o seu amor.

A moça está sentada ao seu lado, ouvindo músicas com o aparelho mp3 player que ele a emprestou. É assim todos os dias. Ela chega, abre um sorriso maroto, diz “Oi, amigo” e senta. Sempre ao lado dele, só ao lado dele. De mais ninguém. Às vezes, até conversa com outras pessoas, mas prefere ir ouvindo as músicas do mp3 player dele. Isso deve significar que ela sente alguma coisa. Meu Deus, e como é bonita!

Hoje ele vai falar. Já ensaiou o discurso mil vezes, escolheu com todo o cuidado o tom de voz e a expressão a usar. Ele repassa mentalmente todas as frases uma vez mais, antes de dizê-las em voz alta.

- Betina... Desculpe-me por te atrapalhar. É que eu queria conversar com você.

Nesse momento a garota olharia para ele como quem estivesse esperando ser chamada e diria com sua vozinha doce:

- Fala, Fred.

- Bem, eu estive pensando, sabe. Desde que nos conhecemos estamos sempre juntos aqui no ônibus. Nesse tempo todo eu não parei de pensar em você um minuto: em como você é legal e divertida, no jeito como fala comigo, enfim, em muitas coisas. Eu fico me perguntando se você sente alguma coisa por mim, porque eu não tenho nada demais, não sou nenhum galã, nem um gênio, ou um tipo interessante. E você é tão bonita. Seria loucura pensar que você daria bola pra alguém como eu. No entanto, pela maneira como você me trata, eu cheguei a pensar que, talvez, você poderia gostar de mim... O que, se for verdade, vai me deixar super feliz, pois eu acho que estou apaixonado por você.

Então os olhos dela brilhariam e um lindo sorriso estamparia o seu rosto, denotando a sua alegria em ouvir tal declaração e a reciprocidade do seu sentimento. Ela diria o quão bobo ele é por se menosprezar desse jeito, já que ela não conhece rapaz mais gentil. Por esse e outros motivos é que também estava apaixonada, só não tinha coragem de falar.  E os dois viveriam felizes para sempre.

O rapaz deixa-se levar pela sua imaginação e não percebe a viagem passar. De repente, o ônibus pára. Ele sente o toque leve da mão dela em seu ombro e volta ao mundo real.

- Fred, eu vou descer agora. Meu namorado veio me buscar para a gente sair. Aqui está o seu mp3. Não esquece de trazê-lo amanhã de novo, tá? Tchau!

Namorado? Por essa ele não esperava. Aturdido, o estudante guarda o aparelho na mochila e observa a garota sair do ônibus. Do lado de fora, um moço alto, forte, bonito e bem vestido, protege Betina da chuva com um casaco e abre a porta de um Audi vermelho para que ela possa entrar.



- Postado por: Aline Franzoi Santos às 12h06
[ ] [ envie esta mensagem ]






Jogo limpo

Já há algumas décadas os jornais assumiram o papel de imparciais no jogo da transmissão de informação. No entanto, o que se vê é uma postura hipócrita, uma vez que o ser humano emite opinião a cada palavra que escolhe dizer/escrever.

O caso dos jornais atuais é ainda mais complexo do que a escolha das palavras. Envolve divulgar ou ocultar determinado fato ou dado, citar uma ou outra fonte, contar a história dessa ou daquela maneira. Pois é isso que o repórter faz quando escreve e é o que o editor faz quando decide qual vai ser o produto final. Tudo é feito com base nos conhecimentos, crenças, preferências, opções e interesses individuais.

Algumas escolhas são inconscientes, mas grande parte delas não. A imprensa catarinense, por exemplo. No início, os jornais eram usados inescrupulosamente para defender partidos políticos. Todo mundo sabia que tal jornal era a favor do partido tal, enquanto o outro defendia a oposição. Hoje, a guerra não é declarada, mas existe. Então, reafirmo, é hipocrisia. A posição da RBS com relação a muitos assuntos chega a ficar mais nítida nas matérias veiculadas em seus jornais, que nos editoriais de cada meio.

A idéia que defendo - abertamente, sem trapaça - é de que se jogue limpo. Se é pra ter opinião, que seja declarada: o fato é este e as versões são estas; nós somos favoráveis, ou não, por esse e aquele motivo. Isso se chama honestidade. Fica até mais interessante, uma opinião explícita chama a atenção do leitor.

Em tempos de vacas magras, como este que o jornalismo (impresso principalmente) está vivendo, é preciso repensar valores e mudar de tática. Quem sabe essa seja uma boa alternativa.



- Postado por: Aline Franzoi às 11h45
[ ] [ envie esta mensagem ]






O eterno provisório

O Congresso Nacional nos deu mais uma prova de que é insensível aos apelos da sociedade a que representa. Com 44 votos a favor, a prorrogação da CPMF (Contribuição Provisória por Movimentação Financeira) foi aprovada para 2011, apesar das manifestações populares para o fim da taxa. Ou seja, brasileiros trabalhadores, pais e mães de família, jovens em início de carreira terão de pagar o tributo por cada movimentação financeira que fizerem pelos próximos três anos.

Boa parte deste resultado contou com a ajuda do Presidente Lula, que, muito convenientemente, abriu a temporada de distribuição de cargos e verbas públicas no mesmo período da tal votação. O Presidente tem interesse na permanência deste imposto, pois é dali que pretende tirar as verbas para o seu Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC – a expectativa é arrecadar R$36 bilhões através da CPMF e o governo tem direito a usar 20% dessa soma como bem entender.

Alegra-se o presidente, desespera-se o contribuinte. A grande ironia é que a idéia original da CPMF, assim como de tantos outros impostos, era reverter a verba em melhorias na saúde e educação e, ao que se percebe, tudo continua igual (se não pior). Então, o cidadão perde metade da renda com impostos, fica sem dinheiro para sustentar suas necessidades primárias e não recebe os serviços prometidos pelo governo. E para onde será que vai esse dinheiro?

Fatos como o do dia 15 reforçam a idéia de que redução de impostos no Brasil é, na verdade, uma utopia. Não vai ser surpresa se daqui a três anos a CPMF for prorrogada outra vez. Então, quando chegar esse dia, ao invés de protesto, que se faça uma sugestão: é preferível trocar o P, de provisório, pelo D, de definitivo, pois essa encenação não engana a mais ninguém.


- Postado por: Aline Franzoi às 11h44
[ ] [ envie esta mensagem ]






Punir para educar?

Nesta semana, o Colégio Evangélico Jaraguá, de Jaraguá do Sul, chamou a atenção de meios de comunicação nacionais. O motivo foi a inusitada medida educativa adotada pela escola para que os alunos não falem palavrão. Por cada palavra agressiva dita, os estudantes devem pagar R$0,10. Apesar de curioso, o método criado é digno de observação mais criteriosa.

Corrigir com punição é uma política que sempre gera discussões no meio pedagógico e até mesmo dentro de casa. São muitos os estudos feitos por psicólogos e pedagogos apontando que essa não é a melhor opção na hora de educar. Isso porque, assim como na época das palmatórias, quando as crianças controlavam seus erros para não apanhar, hoje os alunos deixam de fazer algo errado por não querer ter sua mesada reduzida. O risco de elas crescerem com traumas e uma percepção distorcida do certo e errado, de castigo, das relações interpessoais, enfim, da realidade.

Sem falar no constrangimento de ser dedurado pelos colegas que assumem o papel de ‘fiscais’ para o professor. Surge, assim, um clima tenso em um ambiente que deve cultivar o companheirismo, e que inibe a espontaneidade de uma pessoa. É claro que atitudes não muito educadas devem ser abolidas da personalidade que está em formação. Contudo, para ser verdadeiro, isso precisa acontecer a partir da percepção consciente de cada um, e não ser apenas uma reação instintiva a um castigo.

As escolas devem ter o cuidado de analisar esses fatores antes de aplicar medidas desse gênero. Melhor maneira de educar é mostrar ao aluno que soltar palavrões para todos os lados, além de sinal de má educação e até certa agressividade, torna a sua presença desagradável àqueles que o rodeiam. Assim, muito mais do que deixar de usar tais expressões, eles passarão a se observar e até modificar outros hábitos. Nisso é que se constitui a verdadeira educação.


- Postado por: Aline Franzoi às 11h44
[ ] [ envie esta mensagem ]






Boas-vindas!

Após algumas tentativas frustradas e um longo período de ausência, estou de volta à blogosfera. Não que tenha sido por vontade própria. Na verdade, este blog nasce para cumprir a proposta da minha professora de Redação Jornalística V, Laura Seligman. Assim como eu, todos os meus colegas estão criando novos blogs, ou reformulando os já existentes, para postar os textos produzidos em aula.

Então, você já sabe qual é o objetivo inicial desta página. Claro que isso não significa que este blog ficará restrito aos textos que eu fizer a pedido da professora. Ele é livre e poderá seguir o caminho que lhe parecer melhor, à medida que os dias forem passando e as visitas aumentando (hehehe). A Salinha do Café é um lugar onde todos os tipos de assunto podem ser tema de uma conversa. É como nos ambientes de trabalho. Sempre tem uma salinha, uma cozinha, um lugar onde a galera se reúne nas horas vagas pra falar sobre qualquer coisa. Agora, esse espaço existe também na internet.

Quem sabe, desta vez dê certo!

Espero que vocês curtam...

Aline Franzoi Santos

 



- Postado por: Aline Franzoi às 20h47
[ ] [ envie esta mensagem ]